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Justiça condena a 63 anos acusado de chacina na Serra das Areias, em Aparecida de Goiânia
Globo - 16/04/2019

O júri popular decidiu condenar Thaygo Henrique Alves Santana, de 24 anos, a 63 anos de prisão pela chacina na Serra das Areias, em Aparecida de Goiânia  , Região Metropolitana da capital. A informação foi divulgada pelo Tribunal de Justiça de Goiás após decisão dada pelo juiz Leonardo Curado Fleury Dias, da 4ª Vara Criminal, por volta das 18h desta segunda-feira (15). Foram quase dez horas de julgamento.

O advogado de Thaygo , Welder de Assis Miranda, disse que, como o acusado já está “preso há seis anos, houve uma detração, como a lei determina, e ele ficou com 57 anos. A defesa já interpôs recurso de apelação. O juiz agora vai intimar para apresentar as razões”. Segundo o próprio advogado, o Ministério Público recorreu para aumentar a pena.

O crime aconteceu no dia 19 de agosto de 2013. Neylor Henrique Gomes Carneiro, 18 anos, Denis Pereira dos Santos, 16, Daniele Gomes da Silva e Raissa de Souza Ferreira, ambas de 15, foram mortos a tiros na Serra das Areias. Os três últimos tiveram os corpos carbonizados.

Para o Ministério Público, o crime foi motivado por ciúmes do réu, por achar que sua namorada estava se apaixonando por uma das vítimas. De acordo com o processo, Thaygo queria matar Neylor e contou com a ajuda de Alison Pereira Costa e Silva e outros dois menores. Alisson e um dos menores foram assassinados ao longo do processo.

Segundo o advogado do jovem, a defesa interpôs o recurso “ao perceber falhas processuais”.

“Primeiro porque os jurados julgaram contra as provas contidas nos autos; segundo uma anulabilidade que está no processo e que não foi mencionada anteriormente pelas defesas; e terceiro que a pena ficou alta”, disse o Welder.

Ainda segundo o advogado, Thaygo “foi absolvido em três ocultações de cadáveres e em relação a corrupção de um dos menores”.

“Com relação ao homicídio do Neylor, Thaygo foi condenado por 4 votos a 1. Já em relação as mortes de Daniela e de Denis, por 4 votos a 2, sendo um voto não aberto, porque só abre a maioria. Com relação a Raissa, foi 4 a 3 a votação, ou seja, decisão dividida”, afirmou Welder.

Mais cedo ainda durante o julgamento, o promotor de Justiça Paulo Pereira dos Santos disse que o Thaygo era cabeça. “Ele que tinha interesse no crime. Ele ficou com ciúmes porque sua namorada estaria flertando com o Neylor. Defendemos aqui a condenação por quatro homicídios triplamente qualificados, três destruições de cadáver além da corrupção de dois menores”, disse.

O condenado, em seu depoimento, negou todos os fatos. Thaygo já está preso na Casa de Prisão Provisória de Aparecida de Goiânia.

 




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